Gotardo vetou o projeto de lei de combate à corrupção!
"Por mais estranho que possa parecer, o ex-Prefeito Gothardo Lopes Neto (foto) vetou um Projeto de Lei aprovado pela Câmara Municipal de Volta Redonda, em 2006, que criava o Conselho Municipal de Combate à Corrupção e à Impunidade, por considerá-lo "inconstitucional e contrário ao interesse público".
A Câmara derrubou o veto, o Prefeito não quis promulgá-lo, o que foi feito pelo Presidente da Câmara, segundo a Lei Orgânica Municipal. E o mais estranho ainda é que o Prefeito não arguiu a inconstitucionalidade da Lei, não cregulamentou a Lei, como determina o artigo 7º e também não nomeou o Conselho. Como os dois são do mesmo grupo político, o atual Prefeito (Neto) também não regulamentou a Lei e até hoje também não nomeou o Conselho.
E ele ainda quer ser deputado! Se eleito, será mais uma a encobrir as mazelas do Governo Sérgio Cabral (PMDB) - provavelmente reeleito. Gotardo é o típico prefeito "sem noção". Fez um governo de mentira. Foi tão ruim que não conseguiu nem concorrer a reeleição. É tão inexpressivo que nem seu aliado - o prefeito Neto - está o apoiando.
Não obstante as opiniões diversas que se tem do ex-governador Anthony Garotinho (PR), que concorre à uma vaga para a Câmara dos Deputados, uma coisa é fato: seu poder de comunicação e sua inteligência política sempre foram muito acima da média quando comparadas aos demais políticos cariocas.
O problema é que Garotinho veio cometendo uma série de erros. O primeiro deles, ter apoiado Sérgio Cabral (PMDB). Até este blogueiro, que é mais "bobo", sabia que a rasteira seria inevitável após as eleições. Só não imaginei, à época, que seria tão rápido. Rasteira dada, restou a Garotinho correr por fora, escolher outro partido e começar do zero. E assim foi feito.
A solução seria concorrer ao governo nas eleições deste ano e - no mínimo - dificultar a vida de Cabral. Esse era o caminho natural. Alegando falta de alianças e a necessidade de formar um bancada Garotinho optou por concorrer não mais ao governo e candidatou-se à deputado federal. E possívelmente será o mais votado.
Acontece que por trás dessa decisão, estaria também o fato de Garotinho responder pro processos que o impediram de assumir. E neste caso, mesmo concorrendo ao legislativo federal, o impacto seria desastroso, pois se julgado culpado, seus votos seriam considerados nulo e adeus bancada republicana.
Considerando esta possibilidade de não poder assumir - possibilidade, alias, cada vez mais perto de se concretizar - Garotinho deveria mesmo ter concorrido ao Governo do Estado para forçar o segundo turno. Ele, sim, teria condições de tirar mais votos de Sergio Cabral impedindo assim o massacre que se aproxima: a vitória de Sérgio Cabral já no primeiro turno.
Difícil entender o que se passava na cabeça de Garotinho a ponto de levá-lo a cometer esse erro de estratégia!
Segundo a colunista Berenice Seara, no Jornal Extra, "a revista "Agito Rio" resolveu pôr na capa, numa edição especial vendida a R$ 4,90 nas bancas, o governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, e Jorge Picciani, candidato ao Senado".
Ate aí nada demais se não fosse um fato simples: a revista é patrocinada com dinheiro público. Por conta disso, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) enviou uma notificação à revista para apurar o caso. O problema é que o anúncio com o patrocínio do governo do estado foi retirado após a publicação da nota na coluna de Berenice Seara.
Segundo o jornal, o desgovernador Sérgio Cabral "arrecadou R$ 4,7 milhões - 47 vezes o que foi arrecadado pelo segundo colocado nas pesquisas, o deputado Fernando Gabeira (PV), e mais do que os candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV)."
Cabral entretanto nega-se a revelar a origem das doações. O que não é difícil entender. Afinal, informar quem são os doadores implica em dizer que alguns deles têm motivos de sobra para isso.
Resta saber se os outros candidatos saberão explorar isso nos debates.
"O presidente licenciado da Assembleia Legislativa Jorge Picciani (PMDB) ainda patina nas pesquisas eleitorais para o Senado. Está em quarto lugar, segundo os mais recentes levantamentos, atrás de Marcelo Crivella (PRB), Cesar Maia (DEM) e Lindberg (PT). Mas em um item está disparado na frente: faz a campanha mais vistosa. Em todo o estado, o que mais se vê é placa de Picciani."
Pitaco deste blogueiro:
Ver o presidente licenciado da Alerj patinando nas pesquisa é um alento de que nem tudo está perdido e que cariocas e fluminenses ainda têm dignidade na hora de votar.
O triste é saber que mesmo com grandes chances de sair derrotado, o em breve ex-deputado, continuará no comando. Afinal, em um ato de nepotismo eleitoral descarado Picciani provavelmente reelegerá seu filho Leonardo (deputado federal) e ainda introduzirá o outro Rafael (deputado estadual) na política. E se não bastasse, de quebra, ainda corremos o risco de vê-lo como Secretário de Estado caso Cabral se reeleja.
Se não bastasse todos o motivos para não reeleger cabral, ainda temos mais esse.
Quando li a nota "Imbatíveis", publicada no Diário do Vale de hoje pensei: "Ah, se as críticas fossem ao imbatíveis incompetes do governo Neto!" Afinal, é tudo PMDB, não é mesmo? A diferença está justamente na relação entre o governo Neto e o referido jornal. E não estamos falamos propriamente de profissionalismo.
Leiam a nota:
"A Assessoria de Comunicação do governo do estado, na gestão de Sérgio Cabral, é tão ruim, mas tão ruim, que chega a ser uma afronta gastar dinheiro público para pagar a tanta gente incompetente. "
Selecionei só duas frases de Lindberg Farias (PT), que concorre aos Senado, para reflexão dos leitores deste blog. Observem: (1) “Aqui no Rio, o PT tem que lançar uma candidatura que defenda os interesses do povo trabalhador, que tem sofrido com as políticas elitistas do governo Cabral"; e, (2) "Eita! Cabral vaiado novamente. Agora em Rio Bonito. E hoje ainda é 14. Pior será amanhã, dia 15, dia do professor, que no Estado do Rio recebe R$ 600". Mediante estas declarações pergunto:
O que fez mudar a opinião do ex-prefeito de Nova Iguaçu?
Ou Lindberg nunca achou isso e, portanto, foi leviano; ou achava e, pelo poder, mudou de opinião. O fato é que Lindberg mostrou que o que menos importa são os princípios morais e valores éticos que deveriam - note, deveriam - nortear a conduta dos bons políticos.
Ricardo Gama é um advogado carioca que tive o prazer de conhecer há menos de um ano através de uns vídeos que este cidadão coloca youtube. A ousadia deste homem bombou na internet, ganhou muitos seguidores e irritou a "corja" política do Rio. Penso que ele deveria ser menos agressivo, mas é o seu jeito e respeito. Replicar seu 1º vlogger é para mim um dever, pois são poucos que têm a coragem de opor-se tão claramente ao "poder" dessa turma.
Durante Governo @SergioCabralRJ, Rio Janeiro lidera em números de crimes eleitorais, mas afunda na Educação!
Há alguns dias, o Rio de Janeiro foi notícia por ocupar o penúltimo lugar no raking da Educação. Só teve números melhores que Piauí. Logo depois, foi a saúde que ocupou lugar nos notíciários com destaque para o nosso (des)secretário Sérgio Cortes.
Acostumado a ocupar lugar de destaque - negativamente, é claro - no jornalismo, o Estado desgovernado por Sérgio Cabral agora "comemora" primeiro lugar em crimes eleitorais nos últimos quatro anos.
A permissividade do governador e seus maus exemplos fazem escola na política carioca!
Segue trecho da matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo:
"Terceiro maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro lidera um inédito ranking da Polícia Federal sobre crimes eleitorais. Nos últimos quatro anos, a polícia fez mais de 3.400 investigações no Estado para apurar delitos como compra de votos, caixa dois, inscrição e transporte irregular de eleitores e boca de urna. Desde 2006, a Polícia Federal abriu mais de 20 mil inquéritos em todo o país para apurar crimes relacionados às eleições, desde os pequenos até os mais graves, o que resultou no indiciamento de mais de 5.500 pessoas. Alguns dos políticos que tiveram os mandatos cassados no período foram alvos dessas investigações."
Não é possível que esses números sejam mera coincidência!
"Andreia Zito trai o seu partido e faz campanha para Sérgio Cabral"
Andreia Zito (foto) é deputada federal pelo PSDB, partido que faz parte da coligação composta pelo PV, PPS, PSDB e DEM. Até aí nada demais, ja que o que não falta no Rio é político incoerente e, por que não dizer, de caráter duvidoso. O problema é que a deputada é filha de Camilo Zito, prefeito de Duque de Caxias e - pasmem! - presidente regional do PSDB no Rio de Janeiro.
Em face dessa notícia, pergunto-me: será que a deputada tem o aval do partido para essa "escolha" e, ainda, essa escolha refleta a opção do seu pai?
Pelo que eu sei, o PSDB pronunciou-se liberando seus parlamentares para apoiar outro candidato fora da coligação. Assim, creio que ser legítimo uma representação dos demais partido da colgação junto ao TRE denunciando-a.
Afinal de contas, este péssimo exemplo da filha de Zito não pode ser considerado comum e muito menos passar em branco.