
Em seu blog, o ex-governador Garotinho (PR) acusa o governador Sérgio Cabral (PMDB) de traidor e - aqui entre nós - mentiria, mentira não é! Afinal, quem traiu uma vez, corre o risco de trair sempre.
Um simples olhar para o passado recente, mostra que Cabral não é alguém confiável. Deixou seu aliado Marcelo Alencar (PSDB) na mão em 1998. Em 2002 elegeu-se Senador da República com o apoio de Garotinho e conseguiu a indicação para concorrer ao Governo em 2006. Já na campanha deu sinais de que iria dar aquela "rasteira" no casal Garotinho. Eleito, não deu outra: passou o "rolo compressor" no seu ex-aliado - como acusa o próprio ex-governador.
Garotinho insiste na tese de que Cabral quer mesmo é apoiar José Serra (PSDB) e na primeira oportunidade pulará do palanque da ministra Dilma Rousseff (PT). Afinal, uma vez tucano, tucano sempre.
Se a "profecia" de Garotinho soa como factóide visando fortalecer sua candidatura e a simpatia de Lula, Dilma e os caciques petistas, ela não é tão absurda. O fato é que basta Serra manter-se e a candidata do presidente Lula empacar que Cabral não se fará de rogado: pulará de palanque!
Afinal, os ratos são os primeiros a abandonar o barco prestes a naufragar.
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