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Gestor público, publicitário, especialista em Sociologia, com extensão em políticas públicas e jornalismo de políticas públicas... Perfil Completo
Mensagem do dia 18/08/2011 11h48

Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro. 

(José Saramago)
E se o Aécio ganhar?
21/10/2014 13h10 - em Meus pitacos
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Pessoal,

No próximo dia 26, vamos às urnas escolher quem nos governará pelos próximos quatro anos. Dois projetos estão em pauta. De um lado, Dilma e o PT; do outro, Aécio e o PSDB. São projetos muito diferentes, mas em muitos pontos muito parecidos. Nenhum dos dois representam mudanças significativas do ponto de vista ético moral. Mas são claramente distintos se comparados ao que cada um dos partidos já fez enquanto estiveram à frente do Brasil.

Conforme já declarei aqui no blog, sigo com “Dilma 13” contra o que chamo de “risco tucano”.  Fato, aliás, que tenho fartamente colocado não só aqui no blog, mas pelas redes sociais. Perdi até alguns "amigos" por conta disso.

Mas, e se o Aécio ganhar? – perguntam-me.

Lamentarei! Sobretudo na condição de servidor público. Não tenho dúvidas que haverá um desmonte do setor público com o estapafúrdio argumento de que o custeio da máquina é pesado. Mas, sobre isso teríamos que dedicar algumas linhas para ser justo com os prós e os contras.

O objetivo aqui, entretanto, não é esse. Haverá muitas outras perdas e retrocessos. Talvez alguns avanços, mas que eu pessoalmente não creio sejam consideráveis se colocados na balança. O saldo do PT, a meu ver, é bem mais positivo do que qualquer proposta do PSDB.

O fato é que, independente da minha preferência – ou melhor, não preferência – Aécio, se eleito, será presidente e precisará ser respeitado por isso. Democracia é assim, vence a maioria e dane-se o chororô. O que não abro mão é de manter arquivado cada promessa, cada crítica ao outro projeto (o do PT) para que, ao longo do mandato, eu possa exercer meu direito e meu dever de controlar e participar como cidadão. Mas, por outro lado, não seria muito diferente se a vitória fosse de Dilma. Faria exatamente o mesmo!

Afinal, para mim, votar é e que menos importa em todo o processo democrático. Política não é eleição apenas. É um processo que se estende ao longo quatro anos e que, ao fim desse período, precisa ser colocado novamente em escrutínio para que decidamos sobre um novo período de tempo. Assim, num círculo sem fim; cuja maior conquista é o aprendizado político que conquistas e retrocessos nos possibilitam durante o caminhar.

Portanto, de um ponto de vista bem pessoal, pouco importa se Aécio ganhar. O que importa é como me posicionarei durante todo o mandato, enquanto cidadão. Não adianta enfiar a cabeça na areia por quatro anos e depois sair querendo discutir política com base em versões parciais e recortes publicitários dos fatos.

No mais, sigo com Dilma 13 contra o Risco Tucano.

Abraços,

GMgz


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Fim do auxilio-reclusão: fazer justiça com injustiça?
20/10/2014 12h06 - em Meus pitacos
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Você sabe o que auxílio-reclusão?

Provavelmente não. Talvez por isso fique reproduzindo pelas redes sociais discursos pelo fim desse benefício às famílias de trabalhadores que estão respondendo por algum delito. Eu mesmo, desinformado,  já pensei assim. Felizmente um amigo, assistente social a quem sou grato, me mostrou o quanto estava equivocado.

Está em discussão no Congresso a
PEC 304/2013, de autoria da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), que pretende acabar com auxílio-reclusão de presos e criar um benefício mensal de um salário mínimo para vítimas de crimes e suas famílias.

Pelo texto inicial, o novo benefício será pago à pessoa vítima de crime pelo período em que ela ficar afastada da atividade que garanta seu sustento. Em caso de morte, o benefício será convertido em pensão ao cônjuge ou companheiro e a dependentes da vítima, conforme regulamentação posterior. A PEC deixa claro que o benefício não poderá ser acumulado por vítimas que já estejam recebendo auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte.

D acordo com a autora, é mais justo amparar a família da vítima do que a família do preso. Ora, que parâmetro de justiça é esse? Que culpa tem os filhos de alguém que, por qualquer razão que seja, comete um crime? Por que punir esses filhos pelo crime do pai ou da mãe? Qualquer um de nós, trabalhadores, podemos, por alguma razão, cometer algum delito e, por isso, responder por ele. Nesse caso, seria justo nossos filhos serem punidos por nossos crimes uma vez que estávamos em dia com a Previdência? Não custa lembrar que bandido, traficante não contribui para a prevdência social. Portanto, não terão suas famílias beneficiadas.

O argumento da deputada chega a ser imbecil; pois segundo ela, o fato do criminoso saber que sua família não ficará ao total desamparo se ele for recolhido à prisão, pode facilitar na decisão em cometer um crime. Com base em que ela chegou a essa conclusão? Se fosse assim, num país em que se tem pena de morte, não deveria existir crime algum!

O auxílio-reclusão, que fique claro, é um benefício devido aos dependentes de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social; ou seja, são trabalhadores que por alguma razão foram motivados a cometer algum ato em desacordo com a lei. É pago enquanto o segurado estiver preso sob regime fechado ou semiaberto e não receba qualquer remuneração. O cálculo do benefício é feito com base na média dos salários-de-contribuição do preso, e só é concedido quando esse salário for igual ou inferior a R$ 971,78, em atendimento ao preceito constitucional de assegurar o benefício apenas para quem tiver baixa renda.

Para a deputada, “quando o crime implica sequelas à vítima, impedindo que ela desempenhe a atividade que garante seu sustento, ela enfrenta hoje um total desamparo”. O que não discordo, mas destinar os recursos hoje usados para o pagamento do auxílio-reclusão à vítima do crime, quando sobreviver, ou para a família, no caso de morte em detrimento da família do preso é fazer justiça com injustiça.

Minha pergunta é: Por que não discutir a criação de um auxilio para as vítimas e seus dependentes sem desamparar os dependentes daqueles que infringiram a lei; tão inocentes quanto os primeiros?

Fico vendo alguns amigos inteligentes, a quem respeito, reproduzindo mensagens que defendem o fim do auxílio-reclusão, sem sequer buscar informações adequadas sobre o assunto. Espero que esse texto faça com que alguns desses amigos e leitores do blog formem sua opinião, mas com conhecimento de causa e não porque ficam reproduzindo mensagens irrefletidamente pelas redes sociais.

Saiba mais
informações sobre auxílio-reclusão

Vote na
enquete da Câmara dos Deputados.
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Por que Pezão?
19/10/2014 00h13 - em Meus pitacos
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por Giovani MIGUEZ

Minha declaração de voto para Governador do Rio. Depois de muita reflexão, resolvi, com toda humildade, recuar em minha decisão inicial. Não vou mais votar em branco! Vou votar contra o projeto de poder da Igreja Universal. 

No inicio desse segundo turno, declarei que votaria em branco para Governador do Rio. Não me sentia representado por nenhum dos dois nomes. De um lado, Luis Fernando Pezão (PMDB), representando um governo que desaprovo; o do grupo Sérgio Cabral. Do outro, Marcelo Crivella (PRB), representando um projeto de poder que mistura religião e política. Um projeto de poder de uma ‘igreja’ que representa práticas religiosas que abomino. A Igreja Universal, a meu ver, é uma ameaça para a fé, para o protestantismo sério e para o Brasil.

Desaprovo as posturas do PMDB e alguns apoios que Pezão tem recebido (por exemplo, Silas Malafaia). Por outro lado, também desaprovo os apoios recebidos por Crivella (por exemplo, Lindhberg e Garotinho). Política, entretanto, não é feita de santos; é feita de homens que falham, mais ou menos; mas também acertam. Os apoios de Lindbergh e Garotinho, para mim, têm grande peso (negativo). 

Pezão, por sua história, errou e acertou. Errou quando esteve ao lado de pessoas como Garotinho e Sérgio Cabral. Mas também acertou; sobretudo quando esteve à frente da gestão de Piraí, município do interior do Rio de Janeiro. Acertou também, sobretudo quando assumiu a frente de crises importantes para o povo fluminense (desastres em Angra dos Reis e municípios da região Serrana).

Depois de muita reflexão, resolvi, com toda humildade, recuar em minha decisão inicial. Não vou mais votar em branco! Vou votar contra o projeto de poder da Igreja Universal.
Meu voto será crítico, assim como para presidente. Votarei em Pezão na esperança de que, num novo governo, erros sejam corrigidos e acertos sigam avançando. Mas, certo de que política se faz com povo atento, vigilante, crítico e antenado.

Voto em Pezão; mas convicto de que o Rio precisa de novas lideranças.

Voto em Pezão; mas desaprovando a pequena política, a política de ataques e mentiras que tenho presenciado tanto no PMDB, quanto no PRB. Não compactuo e jamais compactuarei com esse jeito ‘pequeno’ de fazer política.

Voto em Pezão; mas certo de que no outro dia, após a posse, meu compromisso como cidadão é exercer o dever e o direito de controle e participação social.

Voto! Mas sem quaisquer ilusões.

Assim, vou de Pezão, 15.


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Apenas uma reflexão eleitoral
10/10/2014 18h26 - em Meus pitacos
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Em quem você vai votar?

Pouco importa em quem você vai votar, desde que as razões não sejam maniqueístas, redutoras e movidas puramente pela paixão e sem qualquer reflexão.

Eu
vou de Dilma por razões já apresentadas aqui no blog (leia!). Mas isso não me torna melhor ou pior do que você. Minha escolha não faz de mim, necessariamente, uma pessoa ‘mal informada’, como acham o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e boa parte dos militantes e líderes tucanos. Muito menos faz de você um elitista preconceituoso, homofóbico, reacionário, despreocupado com os pobres e defensor dos privilégios da elite burguesa desse país, como insistem alguns militantes e líderes petistas.

Tudo não passa de ponto de vista sobre a política e ponto.
Insistirei nisso até o fim da eleição.


Algumas pessoas – em ambos os lados – querem transformar essa eleição em uma eleição entre o bem e o mal ou colocar na balança as mazelas éticas e morais (sempre em uma perspectiva relativista, é claro!) para mostrar quem é mais corrupto. Isso não enriquece em nada o processo democrático e as muitas possibilidades de aprendizado político a ele associada. Em uma eleição onde pairam sobre ambos os lados, graves acusações (mesmo sem condenações), questões éticas precisam ser coladas em suspensão para serem resolvidas em outro momento.

Não quero dizer aqui que temos que acatar comportamentos imorais, ilegais e que demonstram o mau uso do dinheiro público. Muito pelo contrário, temos que agir contra isso todos os dias através dos instrumentos de participação e controle sociais.

A questão aqui é: diante de um contexto político onde ambos os lados carecem de condições morais de argumentação sobre a ética, pautar a eleição nisso nos coloca como única opção o voto branco ou nulo. E isso é legítimo se seu critério for unicamente esse. Mas não faça disso uma guerra. Se alguém tiver que baixar o nível, que sejam eles, nunca você!

Por outro lado, se seus critérios para escolher ultrapassam essa questão, você tem que assumir uma postura altamente reflexiva e pensar sobre o maior número de aspectos possíveis (
conheça alguns gráficos organizados pelo site Plataforma Social), dentro das suas possibilidades de entendimento sobre a política. Mas, isso requer tempo d eleitura, análise, conversas sadias e reflexão crítica. Afinal, ninguém tem como avaliar todos os ângulos, pois há assuntos que estão fora da nossa esfera de compreensão.

Se a sua escolha deriva uma construção reflexiva crítica e não de reproduções prontas (sem embasamento!) produzidas por militantes e pela propaganda eleitoral de ambos os lados, você está no caminho certo e certamente votará com responsabilidade, não importa o a escolha que fizer. Mas isso é apenas um primeiro passo. O segundo passo  - o mais importante! - é continuar pensando nisso depois de abertas as urnas, acompanhando todo o processo político, que não para na posse do eleito, mas prossegue dia após dia até a próxima eleição.

O que não dá é para achar que política só é importante nos pouco mais de três meses de campanha eleitoral.

Vote com consciência! 

Boa sorte!

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E se Marina “tucanar”?
10/10/2014 00h21 - em Meus pitacos
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Pessoal,

Ouve-se muita bobagem em época de eleição. Sobretudo de pessoas sem compromisso com a reflexão séria.

Quem acompanha política de forma sistemática e não se entrega ao dogmatismo ideológico – seja à esquerda ou à direita – consegue chegar perto de uma análise razoável, mesmo que parcial. Não acredito em imparcialidade. Assim, este blogueiro assume sua parcialidade: na ausência de Marina, sou Dilma contra o retorno do PSDB!

Não sou um analista político; sou apenas um pitaqueiro, um curioso, um insistente admirador, embora frustrado, da política. Mas tento me distanciar dos rótulos ideológicos, muito embora meus amigos [ditos] de esquerda me classifiquem como de direita e vice versa. Classificação que confesso nunca entendi.


>> Leia minha declaração de voto em Dilma

>> Leia minha Carta à Marina

Marina, segundo dados colhidos na imprensa, fez algumas exigências para que apóie o tucano Aécio Neves. São elas:
  1. Uma pauta mais clara com relação às políticas sociais;
  2. Retirada da proposta que defende a redução da maioridade penal;
  3. Compromisso com a reforma agrária;
  4. Compromisso com os direitos trabalhistas;
  5. Compromisso com o fim da reeleição e, caso eleito, que Aécio não se candidate à presidência em 2018;
  6. Compromisso com as propostas da escola de tempo integral, do passe-livre para estudantes e do aumento de investimento para saúde;
  7. Desengavetamento das demarcações indígenas;
  8. Política progressista em relação ao clima.

O que me chama a atenção nas exigências? Em primeiro lugar, não consigo enxergar nenhuma pauta conservadora, de direita, neoliberal conforme argumentam os amigos petistas. Antes que me ataquem, ratifico meu condicional apoio à Dilma por razões já expostas aqui mesmo nesse blog (ver links acima).

Por estar sintonizado com Dilma nesse segundo turno, permito-me uma segunda observação: acho muito difícil Aécio Neves ceder a tais exigências; e, nesse caso, Marina tem a chance de não apoiá-lo e sair dessa campanha de cabeça erguia, ou seja, sem “perder o juízo”, amparada pela saudável neutralidade de quem se coloca como alternativa à polarização PT/PSDB.

Mas, e se Aécio aceitar as exigências e Marina ‘tucanar’?

Pessoalmente, não acredito que o candidato do PSDB honrará tais pautas em virtude dos compromissos elitistas de seu partido. Seria um acordo apenas cartorial que jogaria Marina na oposição logo no inicio de um eventual governo tucano.

Marina, nesse caso, sai perdendo por ser cúmplice desse calote eleitoral.

Boa reflexão!

GMgz

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